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Um novo levantamento eleitoral divulgado nesta terça-feira (28) pela Atlas/Bloomberg aponta um cenário de forte equilíbrio para uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial de outubro de 2026. Na principal simulação apresentada, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora ambos estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Segundo a pesquisa, Flávio registra 47,8% das intenções de voto, enquanto Lula soma 47,5%, configurando um dos cenários mais apertados do levantamento. A diferença de apenas 0,3 ponto percentual mantém a disputa completamente aberta e reforça o ambiente de polarização política no país.
O instituto também simulou outros possíveis adversários do atual presidente. Em um confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula aparece com 47,4% contra 46,5% do adversário, também dentro de empate técnico.
Já diante do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o petista teria vantagem mais confortável, com 46,8% das intenções de voto, enquanto Caiado registra 42,2%.
Em um cenário contra Renan Santos, Lula aparece com ampla vantagem, alcançando 47,1%, contra 23,5% do adversário, sendo este o confronto mais favorável ao atual chefe do Executivo entre os testados.
Além das projeções eleitorais, a pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o governo federal. A aprovação da gestão Lula permaneceu estável em relação ao mês anterior: 42% dos entrevistados classificam a administração como ótima ou boa.
Já a avaliação negativa, considerada ruim ou péssima, teve leve oscilação e passou de 51% para 51,3%. Outros 6,8% classificaram o governo como regular.
Quando o foco foi o desempenho pessoal do presidente, 52,5% disseram desaprovar sua atuação, enquanto 46,8% afirmaram aprovar. Apenas 0,7% dos entrevistados não souberam responder.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.008 eleitores adultos entre os dias 22 e 27 de abril de 2026. O levantamento foi realizado por meio de recrutamento digital aleatório, utilizando a metodologia Atlas RDR, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07992/2026. fonte: IB
