Dívida trabalhista de R$ 4 mil motivou assassinato de cozinheira por empresária, aponta polícia

Berenice foi morta e patroa é suspeita Crédito: Reprodução

A Polícia Civil aponta que uma divergência sobre uma rescisão trabalhista de aproximadamente R$ 4 mil é a principal linha de investigação para o assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A patroa da vítima, a empresária Eliane Alves dos Santos, está presa temporariamente suspeita do crime.

De acordo com o delegado Tadeu Ricardo de Castro, Berenice pretendia encerrar o contrato por meio de um acordo amigável para receber o valor de R$ 4 mil. Em contrapartida, a empresária alegava ter pago R$ 900 em espécie — sem apresentar comprovantes — e se recusava a quitar o restante. Embora outras hipóteses não estejam descartadas, o desacordo financeiro é o motivo central do inquérito.

Novos detalhes da perícia realizada na caminhonete de Eliane enfraquecem a possibilidade de um acidente. Os peritos constataram que:

  • Disparos internos: O veículo apresentava pelo menos dois projéteis disparados de dentro para fora.
  • Presença de sangue: Havia uma grande quantidade de sangue no interior do carro, já confirmado pelo Instituto de Criminalística como sendo de origem humana.
  • Provas técnicas: A investigação conta ainda com imagens de radares e câmeras de monitoramento que rastrearam os passos da suspeita.

“Pelo menos dois disparos ocorreram dentro do carro, com muito sangue. Se os tiros não transfixaram o corpo, eles ficaram no corpo da dona Berenice ou foram descartados depois”, explicou o delegado.

Berenice desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o restaurante onde trabalhava em Ubatuba (SP). O corpo da cozinheira foi localizado semanas depois em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ). Inicialmente, o filho da vítima reconheceu a mãe por meio de uma tatuagem, e a identidade foi confirmada oficialmente pelo Instituto Médico Legal (IML).

A polícia agora trabalha com a forte suspeita de que pelo menos mais uma pessoa ajudou na ocultação do cadáver. A empresária Eliane Alves dos Santos deve ser submetida a um novo depoimento antes do encerramento do inquérito. Fonte: Correio 24hrs

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