Medida acontece após reunião especial realizada em Vancouver, no Canadá | Divulgação | Real Madrid e Reprodução
A FIFA anunciou uma importante mudança no regulamento disciplinar do futebol após o caso envolvendo Vinícius Júnior e o argentino Gianluca Prestianni. A entidade confirmou, nesta terça-feira (28), que jogadores que cobrirem a boca durante confrontos verbais com adversários poderão ser punidos com cartão vermelho direto.
A medida, que passou a ser chamada informalmente de “Lei Vini Jr”, foi aprovada por unanimidade durante uma reunião especial da International Football Association Board, realizada em Vancouver, no Canadá. A alteração foi proposta pela própria FIFA como forma de combater atitudes discriminatórias e dificultar que ofensas racistas, homofóbicas ou insultos graves sejam escondidos durante as partidas.
Segundo o novo texto, a critério da organização da competição, qualquer atleta que cobrir a boca em uma situação de confronto com um adversário poderá receber expulsão imediata. A decisão foi impulsionada após a polêmica envolvendo Prestianni, acusado por Vinícius Júnior de ofensas discriminatórias em um episódio que ganhou repercussão internacional. O jogador argentino recebeu suspensão de seis partidas por conduta discriminatória.
Outra mudança aprovada diz respeito aos jogadores que abandonarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem. Pela nova regra, atletas que deixarem o gramado nessas circunstâncias também poderão receber cartão vermelho. A punição se estende ainda a membros da comissão técnica que incentivarem esse tipo de atitude.
Além disso, se uma equipe provocar o encerramento de uma partida por abandono coletivo, o time poderá perder o jogo por W.O., conforme previsto no novo regulamento aprovado pela entidade máxima do futebol.
As novas determinações serão implementadas já na FIFA World Cup 2026 e serão comunicadas oficialmente às 48 seleções participantes da competição, que será disputada em Canadá, Estados Unidos e México.
Com a nova regra, a FIFA busca reforçar o combate à discriminação dentro de campo e aumentar o rigor contra comportamentos considerados antidesportivos, em uma tentativa de tornar a próxima Copa do Mundo mais transparente e disciplinada. Secom
