Torcida do Santa Cruz na Arena de Pernambuco – Foto: Marlon Costa
Acordo com a Matix Capital prevê aporte bilionário ao longo de 15 anos e comodato do estádio do Arruda por 35 anos.
Embalado pelo recém-conquistado acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz deu um passo definitivo para virar a página de sua crise institucional e esportiva. O clube pernambucano está próximo de oficializar a criação da sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF) sob o comando da Matix Capital, após anos de tratativas frustradas.
Pelo desenho do acordo, a Matix passará a deter 90% das ações da Cobra Coral S.A., enquanto os 10% restantes continuam sob a tutela do clube social, seguindo as diretrizes da legislação vigente. A projeção financeira é ambiciosa: o plano prevê um montante de até R$ 1 bilhão em receitas e investimentos aplicados ao longo de 15 anos.
Uma das principais alterações em relação a propostas anteriores envolve o patrimônio físico. Diferente do plano original — que cogitava a transferência definitiva do Estádio do Arruda —, o novo acerto estabelece um contrato de comodato válido por 35 anos, garantindo a gestão do templo tricolor pela SAF.
A concretização da SAF coroa um processo de reconstrução impressionante. Após disputar a elite nacional em 2016, o Santa Cruz enfrentou uma espiral de quedas, caindo para a Série C em 2018 e despencando para a Série D em 2021. O fundo do poço veio em 2024, quando o clube ficou sem divisão nacional pela primeira vez em sua história.
A reviravolta começou em 2025, ano em que o clube iniciou a estruturação do projeto da SAF e faturou o acesso à Série C. Mantendo o embalo e a solidez administrativa e em campo, o time garantiu mais uma vaga no andar de cima, sacramentando o retorno triunfal à segunda divisão nacional e pavimentando o caminho para a nova era financeira. Fonte: A Tarde
