Fotos: Divulgação SSP
Apontado como um dos nomes mais perigosos do crime organizado com atuação no sul da Bahia, Cosme Câmara de Oliveira Filho, o “Pilão”, foi capturado na tarde desta quarta-feira (04/02) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Ele integrava o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia como “7 de Espadas”, indicador reservado a alvos prioritários das forças de segurança.
A prisão ocorreu após uma operação integrada que envolveu a Polícia Civil da Bahia, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a Polícia Federal e a Interpol, resultado de um trabalho contínuo de inteligência, monitoramento e cooperação internacional. Mesmo fora do país, o investigado seguia comandando ações criminosas à distância, segundo as autoridades.
As apurações apontam que “Pilão” exercia liderança sobre uma facção com forte influência no município de Ilhéus e em outras cidades da região sul do estado, controlando o tráfico de drogas e armas, além de estar ligado a homicídios e outros crimes violentos. Contra ele, pesavam dois mandados de prisão em aberto, relacionados a tráfico de entorpecentes, porte e comércio ilegal de armas, assassinatos, lavagem de dinheiro, roubos e corrupção de menores, além de participação em disputas entre grupos rivais.
Para a SSP-BA, a captura representa um duro golpe na estrutura do crime organizado na região, ao atingir diretamente o comando da facção. As investigações indicam que o criminoso tentou se refugiar fora do Brasil para driblar a atuação policial, mas acabou localizado após o cruzamento de informações e o acompanhamento de movimentações internacionais.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou que o enfrentamento às facções segue como prioridade estratégica. Segundo ele, a atuação baseada no Policiamento Orientado pela Inteligência mantém o cerco fechado contra integrantes do crime organizado, estejam eles dentro ou fora do país.
As investigações continuam com foco na identificação de outros integrantes do grupo e na desarticulação do esquema financeiro que sustentava as atividades ilegais da facção. fonte: IB
