Arte Metrópoles/Reprodução
Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, solicitou a entrega de uma encomenda em um apartamento alugado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em Moema, zona sul de São Paulo. De acordo com o material em posse da PF, em 6 de outubro de 2024 o lobista encaminhou a um funcionário o endereço do imóvel e orientou que a entrega de um suposto “medicamento” fosse registrada em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha.
Documentos obtidos em cartórios apontam que o apartamento pertence formalmente ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio de Lulinha. Procurada, a defesa do filho do presidente Lula afirmou que ele não tinha conhecimento da encomenda e negou qualquer relação de proximidade ou negócios com o Careca do INSS, classificando as tentativas de associação como especulativas.
O episódio integra um conjunto mais amplo de investigações que apuram um esquema de fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A PF investiga se Lulinha teria atuado como sócio oculto do lobista, hipótese levantada após a quebra de sigilos de investigados e a identificação de menções ao seu nome em diferentes núcleos de dados enviados ao Supremo Tribunal Federal.
As apurações também apontam relações pessoais entre os investigados, incluindo uma viagem conjunta a Portugal e transferências financeiras que somam R$ 1,5 milhão a pessoas próximas a Lulinha e sua esposa. A defesa do filho do presidente reitera que ele não mantém vínculo direto ou indireto com o esquema e afirma tranquilidade diante das investigações. fonte: Metrópoles
